 |
|
|
FENORIXÁ - Utilidade Pública Municipal - Praia Grande

Câmara aprova dois projetos que tornam entidades de utilidade pública A Câmara Municipal de Praia Grande aprovou dois Projetos de Lei (PL) que tornam as entidades, Federação Nacional da Religião Orixá (Fenorixá) e Associação de Ações Sociais Arco Íris, de utilidade pública. As duas proposituras foram confirmadas em primeira discussão durante a 36ª Sessão Ordinária, realizada na quinta-feira (3), e voltam a ser votadas na próxima sessão.
O PL nº 76/11 que declara a Fenorixá de utilidade pública é de autoria do vereador Antonio Carlos Rezende (PSDB), que justificou o reconhecimento à entidade sem fins lucrativos, que promove filantropia, assistência social e religiosa. “Em meus quatro mandatos como vereador só declarei de utilidade pública duas entidades, pois só o faço quando acredito e conheço o empenho social da organização e seus idealizadores. E este é o caso desta entidade, que promove um trabalho sério e com muito respeito, principalmente às outras crenças”, ressaltou o presidente.
Já o PL nº 67/11, de autoria do vereador Leandro Rodrigues Cruz (PPL), torna de utilidade pública a Associação de Ações Sociais Arco Íris, que faz parte da Central Única de Favelas (Cufa). A entidade busca a promoção do voluntariado por meio de assistência social e psicológica, além de cultura e capacitação, com cursos profissionalizantes e oficinas pedagógicas. Ambas as proposituras foram aprovadas pela maioria dos vereadores presentes.
Em segunda discussão foi confirmado, também por unanimidade, o PL nº 70/11. O trabalho de autoria do vereador Heitor Orlando Sanchez Toschi (PSD), o Totô, institui a semana municipal de incentivo ao esporte bocha, que deve ser realizada anualmente, na primeira semana do mês de junho. A data passará a integrar o calendário oficial de eventos do Município.
O texto depende da sanção do prefeito Roberto Francisco dos Santos (PSDB) para entrar em vigor.
Moeda Social – A criação de moeda social para o Bairro Mirim – denominada Mirim - com a finalidade de fomentar o comércio local foi tema de requerimento do vereador Marco Antonio de Sousa (PMN), o Marquinho, que parabenizou o prefeito Roberto Francisco dos Santos pelo projeto piloto que deve se iniciar no local em 2012.
A iniciativa que beneficiará diretamente cerca de 150 comerciantes, além de 20 mil moradores daquela região, será feita com papel moeda autorizado pelo Banco Central, tendo os mesmos componentes de segurança (papel moeda, marca d’água, código de barra, números serial) para evitar falsificação.
O requerimento foi aprovado por unanimidade dos vereadores presentes que elogiaram a iniciativa da Administração Municipal. “É uma forma de estimular os moradores do bairro a consumirem no comércio local. Os consumidores terão preços mais acessíveis, com os descontos para quem usar o ‘Mirim’. Esperamos que com o sucesso do projeto piloto, esta iniciativa possa ser estendida aos demais bairros da terceira zona”, ressaltou o vereador Antonio Cavalcante da Silva (PSDB), o TC, que comentou o trabalho. Por Christiane Disconsi, MTB 52.820 Fonte: http://www.camarapraiagrande.sp.gov.br/ .
Escrito por GLADSTON FENORIXÁ às 10h17
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|

Conceituado PAI VALTER D’OGUN Encontra-se na Mãe África, o berço de nossa religiosidade... Pai Valter D’Ogun, teve o primeiro contato com o Òrìsà no ano de 1976 na nação batuque, com a Iyalorisà Maria Baiana. Na década de 1990, foi iniciado no Asé de Pai João D’Osun, tornando-se filho e grande admirador de seu antecessor. Por causa de seu amor ao Òrìsà e sua dedicação foi escolhido como herdeiro e zelador do Ilê. Desde o primeiro momento vem se aplicando nas reformas da casa, cumprindo todas as vontades do saudoso Pai João D’Osun. Nascido em 1970, sendo seu pai carnal, um conhecedor da religião afro, já participava desde a infância ao culto aos Òrìsà, muito curioso prestava atenção as várias histórias e lendas. Na adolescência sentia ser diferente de outros jovens, pois perdia noção das horas quando estava em um barracão. Mesmo tendo outras ocupações arrumava um tempo para visitar pai João e prestava muita atenção em suas palavras, pois era sempre uma lição de vida. Pai Valter D’Ogun procurou levar a mensagem do Candomblé em tudo que se dedicava, inclusive na dança, cativou o publico enquanto dançava, pés de anjo como gostavam de comentar. A dança era seu segundo amor, trazendo muita felicidade. Queria mais; queria mostrar a todos a arte que existia no candomblé, pintou quadros e esculpiu obras, usou todas as formas para ultrapassar preconceitos e barreiras. Mesmo com tantos requisitos, Pai Valter prefere dizer que ainda tem muito que aprender. Sempre que possível trocar experiência e muitas idéias com seu amigo Dr. Reginaldo Prandi, sociólogo, escritor uma pessoa respeitada e admirada em toda a sociedade. Pai Valter faz questão de ressaltar o nome do saudoso Professor Agenor Miranda. Fez várias viagens, visitou casas de nome na Bahia – berço do candomblé no Brasil. Foi a ilha de Itaparica/BA, onde aprendeu sobre o culto de Baba Egungun em outras palavras, cerimônia dos antepassados, muito popular entre afro-brasileiros. Fundou a ARCESP – Associação Religiosa e Cultural, para ensinar a população um pouco da historia do nosso país. Através dos escravos que o culto dos Orixás chegou ao Brasil.
E, agora está visitando a Mãe África, o berço de nossa Religiosidade e tenho certeza divulgando a beleza de nossos Òrìsàs Brasil, que emana a cultura Afro Brasileira. É necessário ressaltar que a maldade não está na religião, mas no coração e no preconceito das pessoas. 
Escrito por GLADSTON FENORIXÁ às 23h44
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
FESTEJOS A IEMANJÁ - PRAIA GRANDE 2011

* FESTEJOS DE IYEMANJÁ – PRAIA GRANDE – 2011: No mês de Dezembro realizamos os festejos em homenagem a nossa rainha do mar, Mãe Iemanjá. Esta festa é organizada pela Secretaria de Turismo da Cidade de Praia Grande, onde nestes dois finais de semana recebemos mais de 300 mil Umbandistas e Candomblecistas, para homenagearem a nossa Mãe e Rainha Iyemanjá a Senhora do Mar, nos dias: 1° Semana 2/3/4 Dezembro de 2011 – ÁREAS 03, 04 E 13 2° Semana 9/10/11 Dezembro de 2011 – ÁREAS 01 E 10 As novas taxas do ônibus praticado pela Prefeitura: Para cada ônibus o valor oficial é de ....... R$ 280,00 Para cada Vam/Kombi valor oficial é de R$ 170,00 * Vindo em seu carro particular, você não precisa pagar a taxa; ** NÃO HAVERÁ COBRANÇA DA TAXA DE USO DO SOLO. O GRUPO ABRATU / MOVIMENTO CHEGA !!! / GUERREIROS DO AXÉ ESTÃO NAS AREAS: 03, 04, 13 / 01 e 10 - (NESTE CASO A FENORIXÁ, FAZ TAMBÉM PARTE DESTE GRUPO, SENDO ASSIM VOCÊ FICARÁ EM QUALQUER DESTAS AREAS, SÓ NÃO ESQUEÇA EM PEGAR A AUTORIZAÇÃO JUNTO A SUA FEDERAÇÃO); Vale ressaltar que as Federações / Associações cobram um valor sobre estas taxas para cobrir as despesas de divulgação, organização e mobilidade para atender seus filiados; VISITE NOSSA HOME FENORIXÁ (www.fenorixa.com.br ); Para evitar um grande contingente de crianças perdidas, iremos exigir dos pais e responsáveis maiores cuidados para com nossas crianças, inclusive pedindo para que não levem crianças neste dia, pois além de ser um dia agitado, a criança acaba não participando da festa, mesmo porque os trabalhos são realizados a noite. Procurem seguir as seguintes orientações: " Evite levar crianças no dia da festa, se for necessário levar deverão identificar o menor junto as suas Federações e não esqueçam é obrigatório levar a xerox da Certidão de Nascimento da criança. " Não parem na serra para fazer obrigações, e muito menos acendam velas, pois ha um grande perigo de incêndio na mata, e também a perigo de assaltos. " Ao chegarem na praia procurem os diretores de sua Federação, para que eles possam orientá-los, onde poderão fazer seus trabalhos. " Não joguem no mar garrafas, taças de vidros, ou qualquer outro tipo de material cortante. " Pedimos levarem sacos de lixo, para que o lixo seja recolhido no final dos trabalhos. " As pessoas que tem por obrigação tomarem remédios diariamente, não deixem de levá-los, cuidado com o Sol demasiado, cuidado com a alimentação, levem água. " Para que os Templos possam participar da festividade, é obrigatório pagar uma taxa e para isso procurem a Federação a qual é filiado. Para maiores esclarecimentos não deixem de procurarem as suas Federações, que estão aptas a orientá-los. As Federações normalmente precisam colocar sobre esses valores, o custo de suas representações na praia, o que eleva esses valores, variando muito de uma organização para a outra. A FENORIXÁ " Federação Nacional da Religião Orixá, está em parceria ao GRUPO ABRATU / MOVIMENTO CHEGA !!! / GUERREIROS DO AXÉ ESTÃO NAS AREAS: 03, 04, 13 / 01 e 10 - (NESTE CASO A FENORIXÁ, FAZ TAMBÉM PARTE DESTE GRUPO, SENDO ASSIM VOCÊ FICARÁ EM QUALQUER DESTAS AREAS, SÓ NÃO ESQUEÇA EM PEGAR A AUTORIZAÇÃO JUNTO A SUA FEDERAÇÃO); Boas Festividades a todos, e que nossa Mãe Iemanjá nos abençoe... Mogba GLADSTON TI ÈRÌNLÈ. * Ministro Religoso da Associação Cultural e Religiosa Asé Odédàrésè. * Diretor Presidente da FENORIXÁ - Federação Nacional da Religião Orixá. * Conselheiro dos Guerreiros do Asé/SP. * Conselheiro do FOESP. * Conselheiro / 2º Tesoureiro do INTECAB/SP - BS/SV - PG. .
Escrito por GLADSTON FENORIXÁ às 21h45
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|

"Convite à liberdade de Expressão e Religiosa”
Não somos uma organização. Não somos um partido. Não somos e não queremos ser dono de nada e de ninguém. Não somos virtuais. Somos REAIS. Estamos trabalhando para viabilizar a criação de uma corrente feita por gente de carne e osso, que orgulhosamente vive , luta, trabalha, gosta, ama e se ampara e vive a culturas ou faz parte das Religiões de Matriz Africana, Afro Brasileira e indígena. Que tem na sua historia o seqüestro e cárcere privado, realizado contra Negros e Indígenas, que através de mais de 500 anos de resistência, ajudaram de forma desciva na construção da cultura e na formatação da NAÇÃO BRASILEIRA. Estamos nos organizando de forma horizontal, autônoma, livre.Temos poucas certezas. Muitos questionamentos. E uma crença: de que a Liberdade é uma obra em eterna construção. Acreditamos que a liberdade de expressão seja a base de todas as outras: de credo, de assembléia, de posições políticas, de orientação sexual, de ir e vir. De resistir. Nossa luta não é contra pessoas ou instituições, mas sim contra tudo e todos que queira impor ou privar as pessoas da sua liberdade e religiosidade. A Marcha do AXÉ, que vai acontecer no dia 28 de Abril de 2012 (com organização, participação e apoio dos vários grupos culturais, lideranças religiosas e administrativas de vários Municípios e Regiões do Estado de São Paulo e de varias outras Unidades Federativas) Além da principal bandeira de luta - "Liberdade de Expressão e Religiosa" - os (as) articuladores (as) e os (as) organizadores (as) estão levantando a bandeiras contra injustiça e exclusão social promovida pela intolerância, racismo e preconceito e por uma sociedade mais justa e com igualdade de direito para nossas famílias. Se você é da Umbanda, Candomblé, Catimbó, Jurema, Capoeira, Afoxé, Samba, Maculele, Espirita e espiritualista em geral, ou de qualquer grupo que se sente "interditado", excluído, marginalizado, silenciado, perseguido, vilipendiado, assustado, receoso e desamparado nos seus direitos sociais tem muitas razões para participar e nos apoiar na mobilização e estar presente. Vista-se de Branco ou com suas roupas religiosas em conformidade a sua tradição e some forças com todas as vozes! Que darão seu grito de Axé e irão manifestar sua religiosidade sua fé e dar um exemplo de respeito as diferenças e de unidade, ainda que exista divergências Politicas e ideológica. Vamos louvar, homenagear,e nos reverenciar aos Orixás, Voduns e Inkisi com apresentações culturais e religiosas nas mais diversas formas e formato existente na cultura de Matriz africana, Afro brasileira e Indígena. Nosso objetivo é realizar a maior manifestação publica já vista pela sociedade. Será um momento histórico e de confraternização. Vamos juntos criar um momento histórico para todos. UM DIA DE UNIDADE, RELIGIOSIDADE, FÉ E FRATERNINDADE. Veja aqui a Convocação publica. Princípios do MARCHA DO AXÉ:
- Liberdade de expressão religiosa e cultural; - Contra a repressão e a violência que as comunidades de terreiro sofrem; - Contra o conservadorismo que pauta o judiciário e o Estado. - Por um mundo de paz e de respeito as diferenças - Pela construção de uma UNIDADE - Um momento de confraternização da Cultura Afro Descendente e Indígena. FAÇA JÁ SUA ADESÃO MARCHA DO AXÉ : CLIQUE AQUI
Escrito por GLADSTON FENORIXÁ às 15h32
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
Bàbàlòrìsà Lucyano Ti Iye Iyeoke

BÀBÀLÒRÌSÀ LUCYANO D’IYE IYEOKE NOSSO ENTREVISTADO FENORIXÁ Fenorixá : Poderia falar sobre você, fazendo um relise de sua vida espiritual, até os dias atuais? Babalorisá Lucyano D'Iye Iyeokê: Bom, primeiramente venho agradecer o Babalorisa Gladston e á Fenorixa á essa oportunidade. Bem, fui iniciado no dia 30.01.2002 ao Orisa Osun pela Iyalorisa Maura do Osun, por motivos pessoais me afastei da casa e da religião, no ano de 2004 retornei a religião e tomei minha devidas obrigações 1°, 3° e 7° ajodun com o tão conceituado Mogba Klaudio (Axé Opo Ajagunna) filho do tão ilustre Agba Waldemiro "Baiano" (Axé Barulepe) Parque Fluminence/RJ, com quem estou até hoje. No dia 06.11.2006 inaugurei o Egbe Axé Osun Oke N'laiye, o qual sou partriata, e iniciei nesse dia a minha primeira Iyawo (Michele D'Ode), hoje o Axé Osun Oke N'laiye se encontra na cidade de Praia Grande no Jardim Glória na Rua: “C” nº 801. Fenorixá: Na sua opinião, qual é o papel de um Ministro (a) Religioso(a) na Religião de Matrizes africanas? Babalorisá Lucyano D'Iye Iyeokê: Para mim o papel de um Ministro Religioso. Primeiro de tudo valorizar nossa religião ensinar aos filhos e as pessoas a importância da união (Ajho) a humildade a fé e mostrar que ninguém é melhor que ninguém e que todos nós estamos aprendendo mais e mais, estamos propicio a erros. Fenorixá: Nesses anos de Sacerdócio, o que o Sr. Tirou como aprendizado de vida? Babalorisá Lucyano D'Iye Iyeokê: Ter responsabilidade amadurecimento até mesmo por ser um dos mais novos Babalorisa da baixada santista com apenas 26 anos de idade, aprendi a dar valor a vida aos filhos, as pessoas ao meu redor e como respondi a pergunta anterior, "Todos nós estamos propicio a erros" e aprendi a lidar com as ingratidões e gratidões de todos. Fenorixá: Tradições no Candomblé, qual a vossa opinião? Babalorisá Lucyano D'Iye Iyeokê: Acho fundamental todos seguirem suas tradicões e raizes e dar valor a quem sempre está ao seu lado, para ensinar e orientar, porque uma religião sem tradição é uma religião sem história.
Escrito por GLADSTON FENORIXÁ às 20h32
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
Continuação Entrevista Pai Lucyano D'Iye Iyeoke

Fenorixa: Existe no candomblé um ditado popular que cada um, só dar o que tem, qual a sua opinião sobre o tema? Explique: Babalorisá Lucyano D'Iye Iyeokê: Em relação a iniciação até o 7° Ano acho correto, mais na minha opinião após o 7° Ano as "obrigações" de 14°, 21°... Não a nada de errado pois o 7° Ano é o fecho do ciclo, as outras é só dar de comer a santo, pois "no nosso 7° Ano recebemos todos os nossos direitos". Fenorixá Qual a vossa opinião sobre o Candomblé da Baixada Santista em todos os seus paramentos? Babalorisá Lucyano D'Iye Iyeokê: O Candomblé da baixada santista é muito rico em fé, mas acho que damos mais valores para os de fora, deviamos valorizar nosso candomblé porque se não valorizarmos não serão os de fora que irão, desde que me iniciei ouço falar muito em união e pouco vejo isso ser concretizado. Fenorixa: Na sua opinião qual a importância de uma Casa de Asé, ser Filiado ou Associada a uma Federação? Babalorisá Lucyano D'Iye Iyeokê: Nossa religião e a menos valorizada e com menos direito a nosso favor por exemplo (a intolerância religiosa) então acho de grande importância uma casa de Axé ter como escudo uma Federação a favor de nossos direitos. Fenorixa: poderia deixar uma mensagem aos seus mais novos e aos mais velhos Babalorisá Lucyano D'Iye Iyeokê: Me tornei Babalorisá com apenas quatro anos de santo, tendo ao meu lado o meu Babalorisá "Mogba Klaudio" que me apoiou. Fui muito criticado por muitas pessoas, mais acredito que em nosso destino se nacermos para ser um zelador é por vontade de nossos Orisas, então meus mais novos peço que tenham respeito, fé e garra como eu tive e nunca desisti do destino de ser o que eu sou hoje um Babalorisá reconhecido, e aos meus mais velhos digo que humildade não tem idade e que tudo que é grande, um dia ja foi pequeno então respeito vem através de respeito, vocês são nossos espelhos e exemplos (PENSE NISSO). Agradecimentos: Primeiramente agradeço a Osoguian por ter colocado em meu caminho um ser maravilhoso meu pai Mogbá Klaudio, Osun Okê por está sempre ao meu lado em minha vida ao meu companheiro e hoje Babakekere de minha casa (Rafael D'Ogun) a minha irmã e grande amiga Iyaorogba de minha casa (Shirley D'Oya) e aos meus filhos agradeço eternamente por estarem sempre ao meu lado porque pra mim um Babalorisá sem filhos é uma árvore sem frutos, e agradeço também os que não estão ao meu lado por que de uma certa forma aprendi algo com vocês (a lidar com as ingratidões)
Escrito por GLADSTON FENORIXÁ às 20h28
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
Entrevistando Iyá Julia Ti Oyá

ÌYÀLÒRÌSÀ JÚLIA TI OYÁ NOSSA ENTREVISTADA FENORIXÁ Fenorixá: Mãe Julia, tão pouco tempo a Sra. apareceu na Baixada Santista e a comunidade afro descendente quer conhecer um pouco mais sobre a Sra, poderia nos falar um pouco mais sobre Mãe Julia? Iyá Julia: Em primeiro lugar Bàbà Gladston, obrigado a Fenorixa por estar me dando mais uma vez essa oportunidade, claro que posso dizer sim quem sou Eu, Eu não sou um personagem eu sou a Julia de Oyá que surgiu, acho que todos sabem e conhecem um pouco da minha história desde o começo, meu nome de batismo é Marcilio, hoje não me chamo mais Marcilio, me assumir Julia e estou lutando pelos meus direitos ao qual no futuro vem a ser a minha transformação por completa e meu RG feminino, sou uma pessoa feita de Santo, fiz santo aos 16 anos de idade na nação Angola pelo Tat’etu Flavio D’Iyemanjá, tomei meus 07 anos sendo neta do conceituado Pai Baiano, tomei meus 14 anos, sendo neta do conceituado Pai Baiano ao qual foi bom pra mim até uma certa data, se Eu irei continuar a ser neta do Pai Baiano, ai já não sei, quem dirá é meu Ory e Oyá. Fenorixá: Iyá Julia a sua chegada com muita coragem no meio afro brasileiro trouxe muitas duvidas, não na questão religiosa mais sim na questão de aceitação. Como a Sra. ver tudo isso? Iyá Julia: Eu vejo como até mesmo encaramos a nossa religião o candomblé, o candomblé é aceito por uns, criticados por outros, então não será eu que serei aceita por todos, uns vão criticar outros vão me apoiarem, outros ficarão encima do muro nem vão me criticar e nem vão me apoiar, mas o que importa hoje é Iansã me aceitar e me apoiar, os meus filhos de santo as pessoas que batem a minha porta a procura de uma palavra amiga, de um jogo, de uma orientação espiritual, e estas estão me aceitando e graças a Deus e Iansã a casa está cada vez mais crescendo, estamos passando por uma transformação muito grande, transformação esta que foi comigo e em relação a tudo que se relaciona a asé, mais que está sendo uma mudança positiva pelo menos para mim e para meus filhos.
Escrito por GLADSTON FENORIXÁ às 00h06
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|

Fenorixá: Sendo o Candomblé uma religião tão aberta a Sra acha que vai bater de frente com o preconceito ou acredita que ao longo do tempo a aceitação vai acontecer? Iyá Julia: Eu acredito sim que eu vou bater de frente com o preconceito,mais estou preparada para isso a final de contas , Eu vim para ficar. Fenorixa: Hoje a Iyá Júlia como Ministra Religiosa do Asé Ofá Inã dando continuidade, atendendo a toda sua clientela dentro e fora do Brasil, qual foi a reação já que todos conheceram o Pai Marcilio? Mãe Julia: Todos reagiram de forma normal, Eu não tive preconceito, Eu não tive falação, Eu não tive comentários, o que Eu escutei das pessoas que batem na minha porta em busca da orientação espiritual é a seguinte frase: “Se a Sra. está feliz estamos felizes” Eu não tenho como fazer uma pessoa feliz, sendo uma pessoa infeliz e hoje Eu sou feliz por ser Iyá Julia, a Julia não é um personagem a Julia sou Eu. Fenorixá: Iyá sendo a Sra amiga de alguns Bàbàs e Iyás a sra. se sente mais a vontade em chegar a Casa deles, mais como a Sra. vai reagir chegando em uma Casa que vai pela primeira vez? Iyá Julia: Minha educação vai depender das pessoas, se me tratarem bem, serão tratados bem, pois as casas que já freqüento e tenho amizades, vou chegar como hoje sou, pois eu não sou Julia só no candomblé, sou Julia 24hs, então quem me mandar convites vão ter que me esperar chegando com uma africana, ou com um vestido e uma toalha da costa, ou até mesmo com uma baiana, pois eu não uso calça e blusa durante o dia, as pessoas que dizem que não aceitam esses tipo de conduta, não me mandem convites, que eu não irei, mais estou preparada para tudo. Fenorixá: Vida? Iyá Júlia: Amor, felicidade, cumplicidade, vida para mim é Oyá, vida pra mim é meu amor, vida para mim é a minha casa, vida para mim é minha Família. Fenorixá: Iyá, a que se deve todo o carinho, respeito e dedicação de seus filhos e clientes para com a Sra. e para com o Asé Ofá Inã? Iyá Júlia: A muita luta, muito esforço, muitas lágrimas, a um vento chamado Oyá Onira, que simplesmente transformou a minha vida. Fenorixá: Posso observar que a Sra. tem um apoio familiar muito importante que é o amor de sua Mãe carnal, isso o que representa para a Sra. e para o seu Asé? Iyá Julia: Isso representa minha vida, o meu tudo a minha base, pois para mim a base familiar é muito importante, pois se eu não tiver uma base familiar, um amor de mãe, se eu não souber o que é uma família como vou ensinar aos meus filhos, como vou passar esse amor para os meus filhos, hoje agradeço a minha mãe, o amor que minha mãe tem por mim, por meus filhos, pelo meu Asé e por minha casa, pois foi minha mãe que me ensinou a ser o que eu sou, a ser uma pessoa integra, honesta, falar a verdade doa a quem doer, e se tiver que sorrir, vou sorrir e se tiver que chorar vou chorar, foi as frases que sempre ouvir de minha mãe e passo sempre aos meus filhos de santo.
Escrito por GLADSTON FENORIXÁ às 00h04
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|

Fenorixá: O Senado Federal acabou de aprovar a União Estável entre pessoas do mesmo sexo, como a Sra. ver o casamento entre duas pessoas do mesmo sexo na religião de matrizes africanas, momento em que o Pai Cido de Osun Eiyn foi o Sacerdote a executar o primeiro casamento Homo. Qual a vossa opinião? Iya Julia: O Brasil hoje é um país, muito mais aberto e fácil de conviver, em relação ao homossexualismo, sou totalmente a favor, até mesmo porque se eu falar que sou contra isso eu estarei sendo contra eu mesma, contra aquilo que eu prego uma coisa que eu mesma vivo pois hoje estou caminhando para ser uma transexual, não tem como falar que sou contra, só acho que as pessoas fazem muitas criticas, jogam muitas pedras encima da onde não tem necessidade, e o homossexual já é discriminado por natureza pela sociedade em si num modo geral, então a partir do momento que o homossexual ganhou o direito de ser reconhecido até mesma como ser humano pois isso já era um direito que deveria de existir a anos não só agora, mais hoje os homossexuais podem andar de cabeça erguida e falar tenho uma união estável, então porque que eu vou atirar essa pedra, eu não, eu tenho é que apoiar, se eles estão felizes se casando quem sou eu para falar que isso e errado. Há e mais dizem o Brasil aceitou essa nova Lei, é isso é uma palhaçada, palhaçada porque? Porque são dois homens ou duas mulheres que se amam, palhaçada é o que fazem com o dinheiro da merenda escolar, da saúde, da educação, você vê o Jornal Nacional a renda da merenda escolar sendo desviada, pois muitas crianças vão ao colégio para se alimentarem e não conseguem nem tomar um copo de leite porque o dinheiro da merenda escolar você vê ir para o bolso de um homem que comprar uma mansão, ai você vê outro que o patrimônio aumenta 20x em questão de um ano, isso pra mim é uma palhaçada, mais dois homens que se amam ou duas mulheres que se amam, terem seus direitos legalizados eu apoio e minha casa também apóia. Fenorixa: O Asé Ofa Inã, tem um trabalho social junto a comunidade, poderia falar sobre o vosso trabalho social? Iyá Júlia: Aqui no Asé tem sim um trabalho social há anos pois já estamos caminhado para o sétimo ano de fundação e temos esse trabalho social desde o começo, é que não saio fazendo propaganda em beneficio a minha imagem, mais temos o dia certo de cada mês para as doações de alimentos as famílias carentes. Fenorixá: Na sua opinião, qual é o papel de uma Mãe de Santo na religião de matrizes africanas? Iyá Júlia: A de ser Mãe, a de aconselhar, Amar quando necessário, ensinar quando necessário, brigar quando necessário, enfim a de ser uma Mãe de verdade. Fenorixá: Iyá Júlia, qual sua opinião sobre as Casas de Candomblés da Baixada Santista? Iyá Júlia: Que vem melhorando a cada dia que passa, bom digo isso porque quando fiz santo não era tão aberto assim o candomblé. Apesar que acho que algumas pessoas teriam que tirar um pouco a Coroa de Baba ou de Iya, pois ser um Pai ou Mãe de santo não significa que podemos sair julgado falando que somos o Donos de verdade e as vezes vejo algumas pessoas com essa Coroa e que se sentem acima do bem e do mal, e na verdade ninguém é acima do bem e do mal e muitos menos o dono ou dona da verdade, pois todos somos seres humanos. Fenorixá: Iyá Júlia, deixe-nos uma mensagem para os seus mais novos e para os seus mais velhos? Iyá Júlia: Aos meus mais velhos deixo a mensagem de que estão no caminho certo aconselhando e ensinando seus fundamentos, aos mais novos só peço a alguns mais velhos que parem com tanta criticas destrutivas como por exemplo sempre falando que aqui na baixada só é loucura ou algo que venha a denegrir o nosso candomblé, pois nós que somos um grão de areia perto de vocês, vendo vocês as vezes brigarem e criticarem tanto uns aos outros, iremos no futuro fazer igual pois vocês são os exemplos nosso e para que isso não acontecer, parem enquanto é tempo. OBS: Quando eu digo que o candomblé aceita todos do jeito que são, Eu digo em relação a raça, opção sexual e opinião, mais claro que se chegar uma pessoa dependente química ou alcoólatra, ou alguém que tenha algum problema com a justiça, claro que iremos aceitar, mais com a intenção de resgatá-los e trazer-los, de volta a razão pois esse tipo de conduta que citei acima não bate com o que pregamos dentro de nossas Casas de Asé. Fenorixá: Nossos sinceros agradecimentos a Iyá Júlia Ti Oyá, por conceder esta entrevista ao nosso Diretor Presidente da FENORIXÁ – Federação Nacional da Religião Orixá, Mogba Gladston Ti Èrìnlè – Dia 28 de julho de 2011 em seu Asé Ofá Inã.
Escrito por GLADSTON FENORIXÁ às 00h02
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|

Agradeço a Òlòdùmàrè por ser iluminado pela LUZ sagrada do Òrìsà Èrìnlè e venho tentando cumprir a risca todos os desígnios que tal responsabilidade e compromisso exige.
Fui iniciado ao Òrìsà em 17 de junho de 1995 pelo saudoso Àgbà Sr. José do Obakosso - patriarca do Ilê Asé Oba Abassá Odébamire na Cidade de Aracaju/SE.
Com este magnífico ser humano, tomei minhas obrigações de Odun Kan, Òsùmètà, Odun Àrun e finalmente minha grande obrigação meu Odun-je ainda na Cidade de Aracaju/SE, das mãos sagrada deste grande homem, recebi meu Oyê em 17 de junho de 2002.
Meu primeiro Iyawo (Edmilson Ti Ogun), foi iniciado em 08/12/2002 no Parque das Américas em Praia Grande/SP.
Em 29 de março de 2003 no Jardim Samambaia, aconteceu uma grandiosa Festa ao meu Òrìsà Èrìnlè, que contou com a presença de Amigos do Asé Odédàrésè.
Na noite iluminada de 25 de julho de 2009, tomei meu Àjòdùn Mèrìnlà (14 anos) e nunca neguei minhas raízes, onde atualmente sou filho do conceituado Bàbàlòrìsà Sandro Ti Òsògìyòn - Herdeiro do Asé Baru Lepe - Parque Fluminense/RJ, do saudoso Agba Sr. Waldemiro Baiano.
Sou um homem dedicado a vida religiosa, Ministro Religioso do Asé Odédàrésè e Diretor Presidente da FENORIXÁ - Federação Nacional da Religião Orixá, em Praia Grande/SP.
Contatos: (13) 9148.4618 / 8833.4249 / MSN: fenorixa@hotmail.com
.
Contatos com o Pai Gladston Ti Èrìnlè (13) 9148.4618 / 8833.4249 / 3594.4520 MSN: fenorixa@hotmail.com
Escrito por GLADSTON FENORIXÁ às 19h50
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
 |
| [ página principal ] [ ver mensagens anteriores ] |
|
 |


|
 |